
As duas histórias têm a ver uma com outra, a primeira sendo ficção e a segunda realidade. Primeiro a ficção: Villalobos conta a vida de um menino que adora os chapéus, os diccionários, as guilhotinas e os franceses (porque os franceses gostam das guilhotinas - lógico). Tochtli - é o nome dele - também é um fanático dos animais selvagens, e no jardim da casa do seu pai (desculpem: do palácio) tem um zoológico privado. Já agora fiquem a saber: o papai é narcotraficante, e o romance do muito prometedor Mexicano introduz o leitor no alucinante mundo dos cartéis visto pelos olhos de um garoto.
O garoto ainda não é traficante, não, mas as cabeças cortadas, os rios de sangue e os cadáveres mutilados estão onipresentes. "Incrível", achava eu - até que li o artigo na Folha: "A Polícia Militar diz que um garoto de cerca de dez anos é chefe de uma quadrilha de traficantes em São Manuel (272 km de São Paulo)." Este rapazinho não responde a um nome indígena ou precolombino, mas é conhecido como... "o poderosinho"! Contam uns amigos dele, aliás detidos na Operação Fraldário (what's in a name!): "Vende, recebe dinheiro e distribui drogas."
A América Latina pode finalmente ter deixado para atrás a fase do Boom e do realismo mágico, para a boa literatura é a mesma mina de sempre. Abraços! Lode
O garoto ainda não é traficante, não, mas as cabeças cortadas, os rios de sangue e os cadáveres mutilados estão onipresentes. "Incrível", achava eu - até que li o artigo na Folha: "A Polícia Militar diz que um garoto de cerca de dez anos é chefe de uma quadrilha de traficantes em São Manuel (272 km de São Paulo)." Este rapazinho não responde a um nome indígena ou precolombino, mas é conhecido como... "o poderosinho"! Contam uns amigos dele, aliás detidos na Operação Fraldário (what's in a name!): "Vende, recebe dinheiro e distribui drogas."
A América Latina pode finalmente ter deixado para atrás a fase do Boom e do realismo mágico, para a boa literatura é a mesma mina de sempre. Abraços! Lode
Vease Jorge Volpi...
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